"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres."
João 8:36
A infância
Irmã Martinha Pereira nasceu na Vila do Lago Grande, comunidade próxima a Santarém- PA no ano de 1949. Era uma menina de 11 anos quando começou a vivenciar fenômenos sobrenaturais. Levantava durante a noite e, dormindo, realizava todas as tarefas que fazia durante o dia. A meia noite levantava da rede e começava a limpar, varrer. Acordava somente quando se esbarrava em alguma árvore no quintal e ficava apavorada. A mãe preocupada com a situação começou a amarrá-la na rede, além de fechar a porta da casa. Mesmo assim, quando chegava à meia noite, a menina fazia o mesmo ritual e acabava no quintal escuro, gritando. Certa noite o padrasto da menina ficou acordado, vigiando para saber o que acontecia.
Ele viu quando a menina saiu da rede onde estava e foi em direção ao igarapé, próximo a casa. Seguiu Martinha e ficou observando. De repente percebeu quando a menina dormindo se projetava para pular dentro igarapé, foi quando a segurou em seus braços e impediu que o pior acontecesse. Desde aquele instante a menina passou a reclamar de uma terrível dor no dente.
Os pais resolveram levar ao curador da Comunidade. O mesmo olhou a menina, benzeu, deu uma risada e disse: ”eu nunca vi um filho de xangó se esconder”. A família pernoitou na casa do curandeiro onde a menina voltou a se alimentar, coisa que não fazia há 15 dias. O curador fez o trabalho sobre a menina e recomendou aos pais que deixassem a Comunidade, se não o fizessem, havia o risco de os “guias” perseguirem a menina até mata-la afogando-a no rio.
O primeiro encontro
O tempo passou e a menina seguiu, tendo uma vida praticamente normal. Um belo dia, quando foi ao comércio comprar algo para sua mãe, ouviu, pela primeira vez, a Mensagem do Evangelho. Hinos que ecoavam de uma residência chamaram a atenção da pequena Marta. A menina ficou parada, escutando. O pastor perguntou "algum ouvinte gostaria de morar no céu? Quem quer ter essa experiência?" A mesma sem duvidar aceitou a Jesus naquele mesmo momento. Quando voltou para casa, ao comunicar o ocorrido, recebeu uma surra da mãe, que não aceitou que sua filha fosse crente. O pastor então orou, se consagrou e foi falar com a mãe de Martinha pedindo permissão para que deixasse a filha morar com sua família. O pedido foi aceito e Martinha passou a morar com uma família evangélica. Foram três anos de grande alegria para a menina, que agora vivia uma experiência única em companhia da família do pastor. Não tinha mais pesadelos e nem perturbação alguma. Depois dos três anos, em um inverno chuvoso, a mãe da menina resolveu busca-la e deu Martinha para morar com uma família católica em Santarém.
O envolvimento nas práticas de magia negra
A menina Marta cresceu, já era uma jovem de 18 anos e casada, quando começou a trabalhar em um órgão publico do Estado em Santarém. A vida de casada não era fácil, muitas brigas e discussões. Devido uma vida de agonia e perturbação, a mesma tornou-se muito violenta e voltou a ficar perturbada. Em dezembro de 1983, durante uma confraternização no trabalho, Marta desmaiou e caiu. Foi como se alguém houvesse dado uma rasteira em suas pernas jogando-a no chão.
Bandeja, taças e pratos caíram no chão. Desacordada, permaneceu assim por três horas só acordando pela madrugada. Por dó, a diretora do Órgão permitiu que ela permanecesse trabalhando ali, contrariando a vontade de outros funcionários, que não a queriam mais no trabalho.
Por influencia de uma amiga, Marta foi levada ao curador de um terreiro de macumba. Foi lá que o curandeiro disse que Martinha havia sido entregue, por sua avó, a São Benedito, preto velho, xangó. Disse também que ela era “médium” e precisava trabalhar, pra desenvolveu os guias. Martinha ficou por 9 anos envolvida no terreiro, mas no primeiro contato com o chefe do local ele disse o seguinte: “você vai ficar aqui, mas você não me pertence, vai chegar a hora que seus irmãos vão lhe tirar daqui”. A mesma não entendeu o que aquilo significava e começou a se envolver profundamente no candomblé, praticando todo tipo de ritual, entre eles: dançar no vidro, comer fogo, teste da farofa etc. Marta achava que ali iria ajudar algumas pessoas, e por tanto tinha certeza que estava no lugar certo.
Antônia, irmã de Marta, era evangélica e sempre pregava a Verdade para a irmã. Certa vez, após ouvir Antônia lhe falar de Jesus disse: “se ele tem mais poder do que aqueles que eu sirvo, então que ele me liberte”. Um mês após proferir essas palavras Marta passou a sentir muito medo, e em um dia , quando ela e seus companheiros foram fazer um “ trabalho” contra uma pessoa, ela foi solicitada a fazer um pedido, mas na sua mente ela disse: “Deus se tu existe e se eu estou no lugar errado, me tira daqui”
A libertação
Martinha ficou viúva muito jovem e constituiu novo relacionamento, sendo que seu cunhado era o responsável pelo Terreiro que ela frequentava. Tempos depois seu companheiro adoeceu muito, e passou três dias sem dormir, comer e beber. Doente, pedia constantemente que um crente orasse por ele. Marta já havia feito de tudo no Terreiro para curá-lo, porém nada resolvia. Então procurou seu cunhado evangélico e pediu que fosse até sua casa fazer uma oração pelo doente. O cunhado respondeu que o caso exigia uma pessoa mais preparada espiritualmente. Disse que conhecia uma irmã, e tinha certeza que ela iria orar e ele ficaria curado. Então a fé de Marta começou a surgir, não nos "guias" que ela possuía, mas em Deus.
Quando a irmã chegou na casa de Marta sentiu três fortes arrepios. Deus mostrou pra irmã a guerra que ela iria enfrentar. Oitos dias antes, o Senhor já havia lhe dito que se preparasse para enfrentar uma batalha. Asmavete de Paula, foi a irmã usada por Deus para libertar Marta de sua vida de escravidão. O marido de Martinha fez um voto com Deus “se dentro de três dias ele me curar eu vou aceitar a Jesus”. A irmã advertiu que ele não estava fazendo pacto com ela e sim com Deus. A irmã orou e ele ficou curado na hora. Perguntou se ele queria aceitar a Jesus ele disse que não. A irmã fez a mesma pergunta a Marta e ela recusou. O convite foi feito também as crianças que estavam presente: Débora, Sara, Cátia, Josué que entregaram suas vidas a Jesus. Quando a irmã Asmavete começou a orar por eles e falou em mistérios, Marta foi possuída por demônios e avançou contra a irmã, que em nome de Jesus e, cheia do Poder de Deus repreendeu. Perguntou novamente se ela queria entregar sua vida a Jesus, porém, Marta estava com os dentes cerrados e não conseguia falar, queria dizer sim, mais não conseguia. Então a irmã reprendeu mais uma vez em nome de Jesus e a voz de Marta foi liberada e ela confessou o nome de Jesus.
Vida nova
Ao voltar ao terreiro de macumba em uma quinta feira o curandeiro já sabia que ela tinha se decido por Cristo. Ele mesmo lembrou a Marta do ele havia dito que ela não pertencia aquele lugar e iria chegar o dia em que os irmãos iriam tirar ela de lá. A mesma afirmou que lembrava e agora tudo fazia sentido.
Na sexta feira foi ao circulo de oração; a irmã Marta foi ao círculo de oração e agora já vivia uma nova vida com Cristo. Os três primeiros meses de conversão não foram fáceis e até como louca a irmã Marta foi diagnosticada. Ao sair de um consultório médico com atestado de louca, a irmã Marta foi direcionada pelo senhor a entrar na casa da irmã Dora Carneiro,(já dorme no senhor) ao passar na frente da casa da irmã Dora, sem conhece-la e sem saber que a mesma era crente, chegou ao portal e ouviu a voz do Senhor dizendo " entra na casa da minha serva Dora" e ela disse Não! Eu devo está realmente louca, quis seguir em frente, mais o Senhor a deteve, e ela sem questionar mais, chamou pela irmã, que a recebeu e orou por ela, e no mesmo instante irmã Marta ficou curada. Voltou ao consultório médico rasgou o atestado de louca e disse ao médico, o meu Jesus me curou!
Foi em uma festa de obreiro na Assembléia de Deus que acontecia em Santarém que a irmã Marta iria receber a libertação completa. Após uma oração feito por três pastores. Após esse fato irmã Marta podia desfrutar de uma vida frutífera na fé. Depois de vinte 27 anos de crente, foi convidada a dirigir o círculo de oração na congregação Shekiná, sendo professora da Escola Dominical por diversos anos. em 2011 ela foi chamada a ser dirigente na congregação Fortaleza de Sião em companhia da irmã Vera do Socorro, que já dorme no senhor. Depois que a irmã Vera faleceu em 2013, seu esposo irmão domingos Pereira foi chamado para ser dirigente da congregação e hoje , irmã Marta e irmão Domingos são dirigentes na congregação Terra Prometida. Em Julho de 2014, irmão Domingos, esposo da irmã Marta é consagrado a Presbítero da igreja. Por todos esses anos irmã Marta tem ajudado inúmeras pessoas em seu ministério de oração. Em sua casa tem recebido várias pessoas pedindo ajuda em diversos problemas, principalmente de ordem espiritual. Muitas vidas já foram salvas por meio deste testemunho de fé. Gloria Deus por isso!
Obs: este testemunho foi resumido, será contado na íntegra futuramente em um livro;
* companheiro da irmã Marta na época do conversão, não aceitou a Jesus, e depois de alguns anos veio a falecer.
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A liberdade espiritual somente é encontrada em Cristo. Hoje a ira é uma nova criatura para a glória e honra do nosso Senhor e Salvador jesus Cristo.
ResponderExcluircorreção: Hoje a irmã é ......
ResponderExcluirObrigada Moises pela sua colocação, continue visitando o blog. Um abraço fica na paz!
Excluirlindo testemunho o da irma Marta tenho ouvido bastante as bençãos que Deus tem derramado através da oração dessa mulher.
ResponderExcluirAmém rhaylla! Testemunhos como este devem ser contados, pois além de aumentar a nossa fé, serve de alerta pra muitas pessoas. Continue acompanhando o blog!
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